domingo, 1 de janeiro de 2012

Sempre Assim, 20/02/11.

É difícil falar sobre coisas que não devem ser ditas. É mais difícil ainda falar sobre coisas sentidas que não podem ser faladas. Então eu me calo, e diante de tudo isso, vejo dois caminhos. Não sei qual seguir, não sei se vou ou se fico, se sinto ou se esqueço, se caio ou se me levanto. Todas essas pessoas, toda essa falsidade, tudo isso me enoja. Digo para mim mesma que estou em um túnel, com a certeza de que no final dele, há luz, há cores, há sabores. Eu costumava dizer que gostaria de sair dessa cidade, essa pequena cidade. Pensando bem, eu até gostaria, mas do que adiantaria? Não é a cidade, não são as ruas, nem as calçadas, sou eu. Eu e minha luta constante contra mim mesma. Sempre será assim. Sempre assim.

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