domingo, 1 de janeiro de 2012

26/06/11.

Sentimentos não correspondidos,
quase impossível,
seu coração pertence a outra,
eu não gostaria de interferir.

Mas tudo estava indo tão bem,
e se eu cair, não tente me ajudar,
não me diga o que fazer,
eu sei exatamente o que dizer.

Mas tudo estava indo tão bem,
afinal, no final, nem tudo acaba bem
tudo bem, você já tem a quem amar,
tudo bem, pode partir.

É apenas mais uma ferida que o tempo,
não poderá curar.

13/06/11.

O silêncio das estrelas diz muito para aqueles que bons olhos tem. Andei, corri, sorri, caí, pensei. Mas o que é que eu procuro afinal? Ando buscando há tanto tempo por algo, que já até esqueci o que procurava, mas o que procurava? A gente morre sem saber o que quer, e vive a procura de algo que talvez nem exista. Aquela velha sensação, sabe.
Aquele lugar bonito, por mais que eu preferisse um dia nublado, aquele sol fez tão bem. Corri por todo aquele campo, me joguei em meio à grama, não sentia meus sentidos, apenas sentia vontade de correr de encontro há algo que não estava lá, nem nunca estaria.
É engraçado essa coisa da gente esperar por pessoas que não vão se aproximar, é triste a gente gostar de gente que a gente não gosta. É triste, mas é justo. Quando erramos, aprendemos, aprendemos, e erramos. Ciclo vicioso, sabe.

06/06/11.

Silenciosamente pedia ajuda.
Se alguém ouvia? Suspeitava que sim, mas ninguém se manifestou.
E um "quer falar algo sobre?" a moça nunca escutou.

Pequenas coisas que de começo eram apenas pequenas coisas, e depois, só depois, fizeram falta. Mas não aquela falta que chocolate costumava suprir: uma falta doída, como se lhe tivessem arrancado um braço. No fundo ela sabia que passaria, mas enquanto não passava, fazia o que? Corria, chorava, ou aceitava o seu destino? Correr cansaria e a moça, mais preguiçosa não podia ser. Se convenceu que chorar era coisa de gente fraca. E então, finalmente parou de questionar aos quatro ventos se tinha como a situação piorar. Levantou da cadeira e foi tentar ser feliz. Mas quem estava tentando enganar? Seu sentimento não recíproco, e nada do que fizesse mudaria isso. Tomou um café, se sentou, e apenas deixou estar. Caladinho sentimento, caladinho.
...você faz com que meus pensamentos se voltem contra mim. mas, não me rendo, e nem na pior das hipóteses, seria eu capaz, de me render à meus desejos.

25/05/11.

E de repente, tu tem tudo que quer. Mas não é aquilo que realmente quer, é aquilo que acha que precisa. É confuso, eu sei. O mau humor é uma droga, a nostalgia também. E drogas, hora ou outra, matam. Sem ter o que dizer, apenas me escuto gritando silenciosamente. Sinceramente? Tenho medo de ser a única que consegue me ouvir. Eu canto e escrevo, mas ninguém parece entender aquilo que por vezes até preferia que não entendessem. Eu preciso do vento, do vácuo desses lugares que costumo ir, do silêncio de uma madrugada fria, de céu nublado, e de filmes bons. Preciso, preciso mesmo, e quem não?

22/05/11.

Sem medo, sem arrependimentos, porém com muito, mas muito sentimento.
Fecha os olhos, começa a escrever sobre aquilo que está à lhe incomodar. Use as palavras para expressar o que está sentindo agora, se é que ainda sente alguma coisa.
Sentir? Sente, e sente muito. São tantas controvérsias, é tanta confusão que chega a doer, dói a cabeça, dói o corpo. A menina era feita de dores, e histórias. Era confusa, e apesar de tanto relutar, sempre quis alguém pra ocupar o lugar de quem nunca esteve ali, quem não existiu, quem a deixou para trás.
...eu poderia ir pra rua e achar malas que ocupassem o espaço das que eu perdi em alguma rodoviária que eu não fui, mas seria perda de tempo, porque tudo que brilha, fere os olhos e depois vai embora.

Toma um café, que o mundo acabou faz tempo. 19/05/11.

E aquela vontade de correr sem ter pra onde ir, voltou. Uso esse "sem ter pra onde ir" apenas por ser mais conveniente -no meu ponto de vista-. Eu sei aonde eu gostaria de estar, só estou em dúvida do que eu deveria dizer. Que tal um "Olá, estava passando, e resolvi parar.." Ou: "Corri 350km, e não sinto minhas pernas. Estava morrendo de saudades, como estão as coisas pra você?" Mas não.. Acho melhor eu me sentar, tomar um café, arrotar, e esperar essa vontade passar. Ela sempre passa, depois volta, mas passa.

Cansar, desejar. 11/05/11.

Cansar, desejar.
Dormir, acordar.
Esperar, esperar.
Porque não aparece? E um dia? Aparecerá?
Me trará flores? E abraços?
Esperar, ou desistir pra quem sabe um dia poder olhar pra trás e dizer "foi melhor assim"? Eis a questão. Palavras amenizam, mas não cicatrizam.
"Ah, moço dos olhos castanhos... Me traga mais uma xícara de café, por favor."

Because maybe.. 07/05/11.

Gritava tanto para que a escutassem que esquecera de ouvir o grito silencioso que vinha de dentro e ecoava no infinito. Tudo está tão indiferente, todos os dias, hoje em dia, são iguais. As mesmas ruas, as mesmas lembranças, as mesmas pessoas, e a mesma hipocrisia de sempre. Depois de algumas horas, tentei em vão entender o acontecido, não consegui. Desliguei a luz e tentei voltar à dormir. Me virei, caí da cama. Percebi então que, eu precisei cair pra ver que consigo levantar, independente do quão forte tenha sido a dor que senti, hora ou outra passa. Porque sempre passa.

Fiz me sabiá, 12/04/11.

Sentei na beira daquele rio que costumava ir todos os dias quando mais nova. Vi o reflexo de alguém que eu não reconhecia. Aquela era eu? Ou aquela era quem eu tinha me tornado? Sensações, frio, calor, saudade, tudo assim, de uma hora pra outra? É isso mesmo? Duas semanas depois lá estava aquela moça, que eu chamava de eu. Ela era eu, sim ela era eu. No fundo sabia que lutar contra quem eu era agora era inútil. Chamei de "meu eu mudada". Mas porque isso de rotular tudo que acontece consigo mesma? Não sei, mas descobrirei com o tempo.

Aquieta esse coração, moça. 05/04/11.

Olá. - Não.
Oi? - Clichê demais.
E aí? - Não, não é apropriado, não hoje.
Vamos lá. - Perfeito.

Vamos lá! Como começar um texto? Como descrever estranha sensação? Que palavras usar? É como em uma daquelas cenas de filme que tu ficas intrigado pra saber o que vem depois. Eu me pergunto, o que vem depois? É intrigante não? Mas são respostas que eu vou encontrar, nem que seja, dentro de mim. Me assusta o fato de que um dia eu estarei sentada em uma cadeira na varanda, em um lugar estranho, que eu chamarei de minha casa, fazendo tricô e pouco a pouco perdendo minha memória. Me assusta essa coisa das coisas não serem eternas. Eu tenho tanta história pra contar, talvez eu só precise de alguém que tenha ouvidos pra me ouvir, e paciência, pra me olhar nos olhos e dizer "calma, vai ficar tudo bem".

Sempre Assim, 20/02/11.

É difícil falar sobre coisas que não devem ser ditas. É mais difícil ainda falar sobre coisas sentidas que não podem ser faladas. Então eu me calo, e diante de tudo isso, vejo dois caminhos. Não sei qual seguir, não sei se vou ou se fico, se sinto ou se esqueço, se caio ou se me levanto. Todas essas pessoas, toda essa falsidade, tudo isso me enoja. Digo para mim mesma que estou em um túnel, com a certeza de que no final dele, há luz, há cores, há sabores. Eu costumava dizer que gostaria de sair dessa cidade, essa pequena cidade. Pensando bem, eu até gostaria, mas do que adiantaria? Não é a cidade, não são as ruas, nem as calçadas, sou eu. Eu e minha luta constante contra mim mesma. Sempre será assim. Sempre assim.

Acredite EU Entendo, 03/02/11.

Tu tem vontade de correr e se esconder, tem vontade de ir pra bem longe e recomeçar, tem vontade de ter novos amigos, e finalmente poder ser feliz.. Mas, tu tem medo de não ter pra onde voltar caso teus planos não dêem certo, tens medo de correr contra o vento, e acabar sozinho, outra vez. Tu só queria sair pra ver o sol se pôr, e depois caminhar sem ter pra onde ir, mas, tu não pode.. Então tu continua sentado na frente daquela janela, observando todos aqueles doloridos pingos de chuva se chocarem ao chão. Apenas se permita chorar, essa é a única forma de diminuir a dor que tu sente, e aguenta, calado.

Final de Tarde, 19/01/11.

Tudo aconteceu tão rápido.. E hoje eu continuo parada, te-não olhando, te-não ouvindo, e sempre, invariavelmente, não sorrindo. Aqueles olhos castanhos me lembravam um lugar que eu gostava de ir quando tinha 6 anos de idade. Aquele olhar, ah... Refletia sinceridade, medo, e dor. Não adianta falar, não adianta gritar, nada mudará o que não pode ser mudado.

Sabe? 17/01/11

Sabe quando as pessoas te olham e te julgam, pelo que tu parece ser? Eu até poderia reclamar, mas eu já me acostumei. Talvez seja a forma com que eu me expresse, talvez elas me julguem ser "estranha" pelo fato de eu parecer ser alguém diferente. Talvez eu não seja diferente, talvez eu seja igual a todas as outras pessoas no mundo.. Talvez eu não seja a única a levantar e bater o pé na porta, todo dia.. E talvez eu não seja a única achando que eu posso não ser a única. Afinal, quem é que sabe?

Eu só queria, 02/01/11.

Eu só queria poder andar por essas ruas escuras e sem saídas, sem ter medo de tropeçar em alguma lembrança do meu passado. Sempre me fiz tão forte, pra aguentar.. tudo. Mas as vezes dá vontade de mandar todo mundo pra puta que o pariu, e ir viver minha vida, longe daqui, longe de tudo, longe do mundo, em um lugar onde só haja música. Sempre quis que as pessoas se orgulhassem de mim, mas eu não era o que eu sou. Pena que eu só entendi isso agora.

Casal no Parque, 01/01/11.

Eles eram lindos, como se um fosse feito para o outro. Eu só vi o amor uma vez, e eles eram tão jovens mas.. O amor estava lá. Ele existia, ele não era só mais uma canção, ele não era um filme, ele era real. Depois de muito tempo, percebo que enquanto ele fala, lágrimas caem dos seus olhos. Ela sorri para disfarçar, mas eu pude sentir que por dentro ela estava desmoronando. Confesso que na hora não entendi muito bem o que estava acontecendo. Um ônibus chegou, até então eu não tinha percebido as malas, ele estava de partida, e eles nunca mais se veriam, o sol derreteu os seus sonhos. Aquele foi o ultimo beijo, o ultimo abraço, mas o amor, o amor deles.. Nunca deixará de existir, eu posso sentir.