domingo, 1 de janeiro de 2012

06/06/11.

Silenciosamente pedia ajuda.
Se alguém ouvia? Suspeitava que sim, mas ninguém se manifestou.
E um "quer falar algo sobre?" a moça nunca escutou.

Pequenas coisas que de começo eram apenas pequenas coisas, e depois, só depois, fizeram falta. Mas não aquela falta que chocolate costumava suprir: uma falta doída, como se lhe tivessem arrancado um braço. No fundo ela sabia que passaria, mas enquanto não passava, fazia o que? Corria, chorava, ou aceitava o seu destino? Correr cansaria e a moça, mais preguiçosa não podia ser. Se convenceu que chorar era coisa de gente fraca. E então, finalmente parou de questionar aos quatro ventos se tinha como a situação piorar. Levantou da cadeira e foi tentar ser feliz. Mas quem estava tentando enganar? Seu sentimento não recíproco, e nada do que fizesse mudaria isso. Tomou um café, se sentou, e apenas deixou estar. Caladinho sentimento, caladinho.

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